Manganés: abundante e essencial
O manganés se forma por meio de processos de queima de oxigénio em estrelas massivas e reações de captura de neutrões durante a evolução estelar. Sua abundância cósmica reflete a estabilidade nuclear do manganés e sua formação por meio de múltiplas vias de nucleossíntese, tanto na fusão estelar regular quanto em eventos explosivos de supernovas.
Abundância terrestre
A crosta terrestre contém aproximadamente 1,050 partes por milhão de manganés, tornando-o o 12.º elemento mais abundante. Essa alta concentração permite a ampla ocorrência de manganés em rochas, solos e sistemas aquáticos, sustentando tanto processos geológicos quanto funções biológicas.
Principais depósitos de manganés
Depósitos sedimentares de manganés formados por precipitação química em oceanos antigos representam 80% das reservas globais. O campo de manganés do Kalahari, na África do Sul, contém os maiores depósitos de alto teor do mundo, formados por processos hidrotermais e sedimentares. A região de Pilbara, na Austrália, abriga recursos significativos de manganés em formações ferríferas bandadas.
Recursos do fundo oceânico
Nódulos de manganés que cobrem vastas áreas do fundo oceânico profundo representam recursos potenciais enormes, contendo 24-30% de manganés, além de níquel, cobre e cobalto. Essas concreções do tamanho de batatas formam-se por processos de precipitação extremamente lentos ao longo de milhões de anos, embora a mineração em águas profundas continue sendo tecnologicamente e ambientalmente desafiadora.
Ciclo biológico
O manganés participa ativamente dos ciclos biogeoquímicos da Terra como elemento essencial para a fotossíntese e o funcionamento das enzimas em todos os organismos vivos. A disponibilidade de manganés no solo afeta o crescimento das plantas e a produtividade agrícola, enquanto o ciclo marinho do manganés influencia a química e a produtividade dos oceanos.