114 Fl Fleróvio 289*
metal pós-transição p-block Period 7 Group 14 Radioactive Synthetic

Fleróvio

Fl · Element 114 · Carbon group

Predicted to sit in an "island of stability" where superheavy nuclei live far longer.

ESTADO A 20°C sólido~
MASSA ATÓMICA 289 u
ELECTRON CONFIGURATION [Rn] 5f¹⁴ 6d¹⁰ 7s² 7p²

Estrutura

O átomo de fleróvio

Não é um diagrama de pontos em anéis — é uma amostra de Monte Carlo da densidade de probabilidade real |ψ|² para cada subcamada ocupada. Arraste para girar. Azul e violeta marcam sinais opostos da função de onda, o que torna possível a ligação química.

Nuvem orbital

Valores medidos

Ficha de propriedades

Cada barra mostra onde fleróvio se situa entre todos os 118 elementos para essa propriedade.

Física

Densidade 14 g/cm³~ 79%
Ponto de Fusão 200 K~ 9%
Ponto de Ebulição 420 K~ 12%
calor específico
Condutividade Térmica

Atômica

Raio Atômico 247 pm~ 85%
raio covalente 143 pm~
raio de Van der Waals 247 pm~

Eletrónica

Eletronegatividade
energia de ionização 820.1 kJ/mol~ 71%
Afinidade Eletrônica

Ocorrência

Abundância na crosta 0 mg/kg 0%

Identidade

SímboloFl
Número atômico114
Massa atómica289 u
Categoriametal pós-transição
Blocop
Estrutura cristalinaunknown
Estados de oxidação0, +2, +4
Descoberto1999
Descoberto porJINR Dubna & Livermore

Fontes: massas atômicas padrão da IUPAC de 2021 · CRC Handbook of Chemistry and Physics · NIST. Os valores marcados com ~ são previstos, não medidos.

Tamanho, em escala

How big is a fleróvio atom?

Radius 247 pm — that is 0.247 nm, so about 2024 million of them side by side would span a millimetre.

Faixa térmica

Solid, liquid, gas — and when

Fleróvio is liquid over a 220 K window, from 200 K to 420 K.

Onde está

Posição na tabela

Fleróvio sits in period 7, group 14. Everything in group 14 shares the same outer-electron count, which is why they behave so similarly.

OTHER METAIS PÓS-TRANSIÇÃO

All metais pós-transição

A história

O que é fleróvio e como o encontramos

Predicted to sit in an "island of stability" where superheavy nuclei live far longer.

The discovery of fleróvio

Joint Institute for Nuclear Research (JINR), Rússia (1999-2009)

Liderança Científica Russa: A descoberta do fleróvio representa um triunfo da física nuclear russa, alcançado por uma equipe internacional liderada por Yuri Oganessian no Joint Institute for Nuclear Research, em Dubna. Essa realização deu continuidade à orgulhosa tradição russa de descobertas de elementos superpesados.

Programa de Pesquisa de Uma Década: A descoberta do fleróvio estendeu-se por uma década de experimentos sistemáticos, de 1999 a 2009, exigindo o aprimoramento persistente das técnicas de síntese e dos métodos de detecção. A dedicação da equipe diante de numerosas tentativas fracassadas exemplifica a perseverança científica.

Colaboração Internacional: Embora liderada pelo JINR, a descoberta envolveu cientistas de vários países, incluindo Alemanha e Estados Unidos. Essa colaboração demonstrou como a ciência fundamental transcende as fronteiras nacionais na busca pelo conhecimento humano.

Avanços Técnicos: A criação de fleróvio exigiu o desenvolvimento de novas técnicas de preparação de alvos, otimização de feixes de íons e sistemas sofisticados de detecção de partículas. Essas inovações avançaram todo o campo da pesquisa de elementos superpesados.

Reconhecimento da IUPAC: A International Union of Pure and Applied Chemistry reconheceu oficialmente a descoberta do JINR em 2011, concedendo à equipe os direitos de nomeação. "Fleróvio" homenageia Georgy Flerov, fundador da pesquisa de elementos superpesados no JINR.

Legado Científico: A descoberta do fleróvio validou previsões teóricas sobre as vias de síntese de elementos superpesados e abriu novas direções de pesquisa rumo à ilha de estabilidade. A realização inspirou a exploração contínua dos limites da tabela periódica.

Impacto Global: A descoberta fortaleceu a cooperação internacional em física nuclear e demonstrou como instalações científicas avançadas podem alcançar objetivos aparentemente impossíveis por meio de esforços contínuos e inovação tecnológica.

Aplicações

Para que fleróvio é usado

Aplicações em Pesquisa Nuclear

Exploração da Ilha de Estabilidade: O fleróvio representa um marco crucial na pesquisa de elementos superpesados, situado próximo à prevista "ilha de estabilidade", onde os elementos poderiam existir por períodos significativamente mais longos. Seu estudo fornece dados cruciais sobre os efeitos das camadas nucleares e os limites da estabilidade dos núcleos atômicos.

Estudos de Química Relativística: Como elemento 114, o fleróvio oferece oportunidades únicas para estudar como os efeitos relativísticos influenciam as ligações químicas em elementos superpesados. As previsões teóricas sugerem que o fleróvio poderia comportar-se como um gás nobre apesar de estar no grupo 14, tornando-o um tema fascinante para a validação em química computacional.

Física Nuclear Avançada: A síntese do fleróvio exige a fusão de Cálcio-48 com Plutónio-244, ampliando os limites da compreensão das reações nucleares. Esses experimentos avançam o conhecimento sobre a dinâmica das colisões de íons pesados e os mecanismos de fusão nuclear em energias extremas.

Desenvolvimento de Tecnologias de Detecção: A criação de fleróvio impulsiona inovações em sistemas de detecção de partículas, eletrônica de temporização e métodos de aquisição de dados. Esses avanços tecnológicos beneficiam áreas científicas mais amplas, incluindo a física médica, a ciência dos materiais e a exploração espacial.

Estrutura de Colaboração Internacional: A pesquisa sobre o fleróvio exemplifica a cooperação científica global, com equipes da Rússia, Alemanha e Estados Unidos compartilhando recursos e conhecimentos especializados para alcançar objetivos comuns na ciência fundamental.

Testes de Modelos Teóricos: O fleróvio fornece dados experimentais para testar modelos da mecânica quântica sobre a estrutura atômica, especialmente teorias sobre o comportamento dos orbitais eletrônicos sob cargas nucleares extremas e condições relativísticas.

Fundamento para Tecnologias Futuras: A compreensão das propriedades do fleróvio contribui para o objetivo científico de longo prazo de descobrir elementos superpesados estáveis que poderiam revolucionar a tecnologia de maneiras atualmente inimagináveis.

Aplicações Exclusivamente em Pesquisa

Experimentos com Aceleradores de Partículas: O fleróvio existe apenas em instalações de pesquisa especializadas equipadas com poderosos cíclotrons e aceleradores lineares. A criação de fleróvio exige semanas de bombardeamento contínuo para produzir átomos individuais, tornando cada síntese uma notável realização científica.

Análise do Decaimento Nuclear: Os cientistas usam o fleróvio para estudar padrões de decaimento alfa e processos de fissão espontânea, fornecendo informações sobre os mecanismos de estabilidade nuclear e as forças fundamentais que governam o comportamento dos núcleos atômicos.

Validação em Química Computacional: O fleróvio serve como campo de testes para previsões teóricas sobre a química dos elementos superpesados, especialmente modelos que sugerem que ele poderia apresentar propriedades semelhantes às de gases nobres apesar de sua posição no grupo 14.

Testes de Instrumentação Avançada: A detecção do fleróvio exige os sistemas mais sofisticados disponíveis para identificação de partículas, impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias que beneficiam várias disciplinas científicas.

Valor para a Pesquisa Educacional: Os experimentos com fleróvio oferecem oportunidades de treinamento para físicos nucleares e estudantes de pós-graduação, ampliando a experiência humana em ciência dos elementos superpesados e instrumentação nuclear.

Intercâmbio Científico Internacional: A pesquisa sobre o fleróvio facilita a colaboração entre laboratórios de física nuclear líderes mundiais, promovendo o compartilhamento de conhecimentos e o avanço tecnológico entre diferentes países.

De onde vem

Ocorrência natural

0 mg/kg of Earth's crust · more abundant than 0% of elements

Elemento Puramente Sintético

Ausência de Formação Natural: O fleróvio não pode se formar por nenhum processo nuclear natural conhecido. Seu núcleo com 114 protões é pesado e instável demais para existir em núcleos estelares, supernovas ou ambientes de estrelas de neutrões, tornando-o exclusivamente artificial.

Criação Exclusivamente em Laboratório: Cada átomo de fleróvio foi criado por meio de fusão nuclear artificial em aceleradores de partículas. O processo envolve bombardear alvos de Plutónio-244 com íons de Cálcio-48, alcançando taxas de fusão de apenas alguns átomos por dia em condições ideais.

Impossibilidade Cósmica: Mesmo os eventos cósmicos mais extremos não apresentam as condições precisas necessárias para criar e preservar núcleos de fleróvio. A meia-vida curta do elemento significa que qualquer fleróvio hipoteticamente formado decairia antes de ser detectado astronomicamente.

Dependência de Aceleradores: O fleróvio existe apenas em instalações altamente especializadas, como o GSI Helmholtzzentrum na Alemanha e o Joint Institute for Nuclear Research na Rússia. Essas instalações representam as capacidades mais avançadas da humanidade em pesquisa de física nuclear.

Origens da Instabilidade Nuclear: A natureza sintética do fleróvio resulta de princípios fundamentais da física nuclear. À medida que o número atómico aumenta, a repulsão eletromagnética entre os protões supera cada vez mais a força nuclear forte, impedindo a estabilidade natural.

Perspectivas de Síntese Futura: Embora tecnologias de aceleradores aprimoradas possam aumentar a eficiência da produção de fleróvio, o elemento continuará sendo sintético devido à sua instabilidade nuclear inerente e ao rápido decaimento radioativo.

Manuseio

Segurança

Fleróvio é radioativo. It has no stable isotope — every nucleus decays. O manuseamento requer blindagem e licenciamento adequados.

Radioatividade Severa - Protocolos de Segurança Extremos

Decaimento Alfa Rápido: O fleróvio sofre decaimento alfa com meias-vidas que variam de milissegundos a segundos, dependendo do isótopo. As partículas alfa emitidas carregam energias extremamente altas, capazes de causar graves danos de radiação aos tecidos biológicos em segundos de exposição.

Contenção com Múltiplas Barreiras: Toda pesquisa sobre o fleróvio ocorre em instalações de aceleradores fortemente blindadas, com múltiplos sistemas de contenção, equipamentos de manipulação remota e monitoramento contínuo da radiação para proteger o pessoal contra exposição letal.

Risco de Fissão Espontânea: Alguns isótopos de fleróvio sofrem fissão espontânea, liberando neutrões e fragmentos de fissão com energias enormes. Esse processo cria riscos adicionais de radiação que exigem blindagem e sistemas de detecção especializados.

Apenas para Pessoal Altamente Treinado: A pesquisa sobre o fleróvio exige físicos nucleares com treinamento extensivo em segurança radiológica e anos de experiência com materiais radioativos. Controles rigorosos de acesso garantem que apenas pessoal qualificado entre nas áreas de pesquisa.

Operação Remota Obrigatória: A radioatividade extrema do fleróvio impede qualquer manipulação humana direta. Toda síntese, detecção e análise ocorre por meio de sistemas controlados remotamente, projetados para minimizar a exposição à radiação e maximizar a coleta de dados científicos.

Proteção Ambiental: Apesar das quantidades extremamente pequenas, as instalações de pesquisa de fleróvio mantêm protocolos rigorosos de monitoramento ambiental e gestão de resíduos para impedir que qualquer contaminação radioativa escape dos sistemas de contenção.

Respostas rápidas

Fleróvio: perguntas frequentes

What is Fleróvio?

Fleróvio (symbol Fl) is element 114 on the periodic table, a metal pós-transição in period 7, group 14. Predicted to sit in an "island of stability" where superheavy nuclei live far longer. At room temperature it is expected to be a liquid, and it is radioactive.

What is the electron configuration of Fleróvio?

Fleróvio's ground-state electron configuration is [Rn] 5f¹⁴ 6d¹⁰ 7s² 7p², giving 7 occupied shells holding 2, 8, 18, 32, 32, 18, 4 electrons respectively. Its outer shell holds 4 electrons, which is what sets its bonding behaviour.

What are the melting and boiling points of Fleróvio?

No sample of fleróvio has ever been condensed, so both figures are calculated rather than measured: it is predicted to melt at 200 K (-73.1 °C) and boil at 420 K (146.9 °C).

What is the atomic mass of Fleróvio?

Fleróvio has no stable isotope, so it has no standard atomic weight. The figure quoted, 289, is the mass number of its longest-lived known isotope.

How dense is Fleróvio?

Fleróvio is predicted to have a density of about 14 g/cm³, though no sample large enough to weigh has ever been made. Water is 1.0 g/cm³ for comparison.

Who discovered Fleróvio, and when?

Fleróvio was discovered in 1999 by JINR Dubna & Livermore. It is named after the Flerov Laboratory.

How common is Fleróvio on Earth?

Fleróvio does not occur naturally on Earth in any meaningful quantity — it is made in a reactor or an accelerator.

Is Fleróvio radioactive?

Yes. Fleróvio has no stable isotope — every one of its nuclei decays. It does not occur in usable quantities in nature and must be synthesised.